quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O interesse pelos estudos clássicos

"Aconselho-te, meu filho, a que empregues bem a juventude e aproveites na virtude e no estudo: a primeira par te distraíres e instruíres agradavelmente, o segundo par te dar saudáveis exemplos e ensinar-te. Quero que aprendas perfeitamente línguas, primeiraramente o grego (...); depois o latim; em seguida o hebreu, para conhecimento das Sagradas Escrituras e, por último o caldeu e o árabe, com o mesmo objectivo. Quanto ao grego, que formes o teu estilo à maneira de Platão; quanto ao latim, à de Cícero. Que não haja história que não conheças, para o que te ajudará a Cosmografia. Das artes liberais, Geometria, aritmética e Música, já te deram noções quando eras pequeno, na idade de cinco ou seis anos. Continua a estudá-las e estuda todas as regras de Astronomia. Põe de lado a Astrologia adivinhatória (...), como coisas tontas e vãs. De direito civil quero que saibas todos os textos e os confiras com a ajuda da Filosofia.
Depois examina cuidadosamente os livros os livros dos médicos gregos, árabes e latinos (...) e no estudo da Anatomia poderás adquirir conhecimento perfeito do organismo humano.
Durante algumas horas do dia deves também examinar os santos livros: primeiro, em grego, o Novo Testamento e as cartas dos Apóstolos; depois, em hebreu, o Antigo Testamento."
Rabelais, Gargântua e Pantagruel

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